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O crente anímico e o crente espiritual. Parte 2



O crente anímico anda numa miscelânea de sentimentos e muda de estado constantemente; ora está angustiado, ora sente-se no gozo do Senhor, ora sente-se vazio, ora sente-se cheio do Espírito Santo. É inconstante, não é consistente. O crente anímico jamais sente o gozo do reino dos céus na vida terrena, pois está entrando e saindo dele. O crente anímico anda nessa miscelânea de sentimentos e estados com relação a si mesmo por causa da satisfação de seus desejos. Quando digo satisfação dos seus desejos, não me refiro a desejos carnais que são contrários a concepção de Deus. Refiro-me a aqueles que sendo ou estando dentro dos parâmetros de Deus, ele coloca-os a Deus para que obtenha satisfação, e não obtém. O crente anímico vive em volta das coisas que ele vê ou que deseja. Sendo assim ele esquece de que não é o único que tem um plano em mente, que existe alguém maior que ele que tem um plano para sua vida.

Então, quando os planos ou ideias ou projectos do crente são recusados da parte de Deus ele fica frustrado e não aceita que tais coisas lhes sejam negadas pelo Senhor Deus, enquanto tais coisas não ferem a lei do Senhor. Ora o Senhor Jesus Cristo disse: “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” (Lucas. 14: 26). O crente anímico aceita aborrecer a seu pai, a mãe, a mulher, a filhos, a irmãos e irmãs para seguir o Senhor Jesus Cristo. Mas, fica um aspecto fundamental por fazer; aceitar aborrecer a sua própria vida, não lhes dando satisfação. O a aborrecer a própria vida consiste em admitir e viver que não tem vida própria. O crente espiritual não ama a sua vida terrena a ponto de sofrer quando não pode satisfazer os desejos da sua vida terrena, antes está morto para essa vida. Aborrecer a própria vida, significa morrer para si mesmo, e viver em completo domínio do Espírito Santo, então, não terá mais o crente desejos da sua própria vida a satisfazer, antes terá desejos da vida do Senhor em si para satisfazer. Pelo que agora Cristo vive em mim.

Fazendo plenamente a vontade de Deus, na sua vida e aí Deus não terá que impor como que por força a sua vontade sobre o crente, porque Deus ama os seus. O facto de ser anímico e andar nessas tribulações não quer dizer que esse crente não entrará no céu, ele entrará no céu, só que a sua vida aqui na terra será uma vida muito penosa por não aceitar que ele já não tem vida, nem vontade própria. A sua vida é a vida de Deus, e a sua vontade é a vontade de Deus. Se o crente assumir isto, então, viverá o gozo do Senhor ainda aqui na terra. Verdadeiramente descansará no Senhor e não terá preocupações que se referem a satisfação da própria vida, mas o seu maior objectivo será o de satisfazer a Deus. O crente espiritual não centra a sua vida no emprego, ou na esposa, ou no esposo, ou em filhos, ou em outras coisas mais, mas centra-a no Senhor. Porque está escrito: amarás o Senhor teu Deus acima de todas as coisas. Então, o crente espiritual guiado pelo Espírito Santo amará o Senhor seu Deus acima de tudo.

O crente anímico também é dirigido pelo Espírito Santo, mas, o Espírito Santo não tem muita margem de manobra, porque este crente está preocupado em satisfazer a sua alma, e não o Espírito que habita em si. O crente anímico está a todo momento sobre a correcção de Deus em dura disciplina, e muitas vezes não é aprovado nas suas tentações ou provações. Para ser crente espiritual, o primeiro passo é aborrecer a própria vida, não viver em função da própria vida para satisfaze-la. Este é um processo muito difícil, dizem as Escrituras: não coloqueis sobre os outros peso que não podeis suportar. Escrevo sobre isto, porque também passo por isto, não que tenha superado o animismo, mas estou na luta para superar.

Deus abençoe.

Joel Chicoge

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